sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Moinho de água

A promessa foi cumprida; tal como prometido, fomos ao moinho de água observar como a força da água transforma o milho em farinha. 
Foi com muito interesse que vimos a nora a ser movida pela água
 e como lá dentro, numa casinha pequenina, as Mós rodavam e o milho desaparecia entre elas, para cair num pó muito fino.

O Sr Agostinho, o Moleiro, tudo explicava e a todas as perguntas respondia, com o conhecimento adquirido, toda a vida junto dos moinhos.
 Cá fora observamos as mós já velhas encostadas à parede do moinho e conversamos, tentando compreender tudo.
    Tudo isto acontecia num parque de merendas que tem um riozinho ao fundo.



 Passeamos pelo parque e brincámos com os amigos do Jardim de Barreiros, de quem já tínhamos saudades

 

 
 Foi uma visita curta, mas feliz.



Bolinhos




 "Tia dá Bolinho?"

"Tia Pão por Deus, há merendola? Saca cheia, vou-me embora"
"Tia, dá Bolinho? Se o tem e não quer dar, Deus lhe parta o alguidar, quando o for amassar!" 
Estas e outras frases se utilizam pela rua, em coro, nas vozes das crianças,  no dia 1 de Novembro.
Saca na mão, a palavra de ordem é pedir a todas as portas possíveis, mesmo que a saca já esteja muito pesada.


  A receita do nosso bolinho:
- Ingredintes na quantidade mais ou menos acertadas;
- Cuidados básicos de higiene garantidos;
- Vontade de experimentar e de arriscar;
- Muito amor às colheradas;
MÃOS À OBRA!!!

Mistura-se a aventura com o medo de ficar com as mãos sujas de ovo,  experimenta-se a massa crua pelo cheiro do limão e da canela, prova-se pelo sabor e textura e pede-se socorro... a massa está agarrada às mãos!
Um jeitinho aqui, um enrolamento ali e está tudo pronto para ficar
DELICIOSO! 
Pedimos a ajuda de alguns familiares: 


 Massa pronta, fomos transformando pequenas quantidades em bolinhas que rodámos na mesa e nas mãos, com farinha seca, com muito cuidado "como se fossem ovos", para não ficarem coladas às mãos;

Colocados em tabuleiros, foram para o forno em casa da avó Amália, que os cozeu.


 Enquanto os bolos coziam, fomos explorar o espaço; as espigas de milho secavam, muito arrumadinhas na eira, depois de terem sido descamisadas.
 

Fomos almoçar enquanto a Avó Amália colocava os últimos bolos no forno.


 Ficaram deliciosos!

 As saquinhas decoradas  aguardam junto da masseira cheia de bolinhos, enquanto esprememos as laranjas para fazer sumo natural e comemos os primeiros bolinhos. 

 Decoradas com tintas, utilizando espigas de trigo e folhas secas, na técnica da carimbagem, irão para casa, transportando um verdadeiro tesouro.



 
Amanhã chegará o momento de fazer cumprir a tradição; iremos pela rua, pedindo a todas as portas: "Tia dá Bolinho?"
Estamos prontos 
E cá vamos nós...
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